ailarinas
que admira
As bailarinas que mais estudei e me identifiquei desde o
início foram as egípcias. Dentre elas destaco
Naima Akef, que viveu seu apogeu nos anos 40 e 50, e nos
deixou um vasto material de estudo. De uma outra época,
aprecio e estudo Souhair Zaki, Najua Fowad, Mona Said. E
das mais atuais admiro o trabalho de Fifi Abdo, Dina e Lucy.
Cada uma delas tem características distintas e um
estilo próprio, mas nos permitem explorar seus movimentos
e trazer para a nossa dança um pouco do que apreciamos
em cada uma.
Para
vocês conhecerem melhor algumas delas, segue uma pequena
descrição do estilo e história das
principais bailarinas que eu admiro no Egito.
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Souhair
Zaki
É
considerada a maior dama da Dança Oriental
Egípcia. É ovacionada pelos fãs
como um mito. No Festival do Cairo todas as bailarinas
revereciam por ser uma das maiores mestras.
É
conhecida pela sua elegância e delicadeza
na execução dos movimentos. Nunca
foi ousada demais nem cruzou os limites. É
como se fosse uma mulher árabe que a ela
é permitido dançar. A sua dança
é tão contida e delicada que ela se
separa da maior parte das bailarinas. Sua marca
registrada é a extrema delicadeza e suavidade.
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Dina
É
atualmente a top das tops no Egito. A ela tudo é
permitido, inclusive ousadia no traje, incluindo mini-saia
que se tornou sua marca registrada. Dina fez parte
do Grupo Folclórico de Mahamud Reda e teve
o início da sua carreira em Dubai. De origem
tradicional, filha de diplomatas, viveu muitos anos
na Europa, onde estudou ballet clássico. Muito
elegante, possui um estilo sensual que encanta platéias
no Semiramis, no Cairo, onde dança. A usa extrema
força muscular vem da prática de exercícios
físicos e Kick Boxer. Ela trás na dança
a leveza, os deslocamentos e os acentos bem marcados,
além do olhar e interpretação
da música sempre de uma forma muito característica
e irresistível. |
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Lucy
É
uma das bailarinas mais famosas atualmente no Egito.
Teve uma origem humilde, vivendo sua infância
num bairro pobre do Cairo nas imediações
da rua Mohamad Ali, conhecida por reunir músicos
nos bares a espera de trabalho.
Alcançou
o sucesso, tornou-se famosa e hoje dança no
clube noturno Parisiana (de propriedade de seu marido).
Lucy é uma bailarina delicada, a sua leitura
corporal dos instrumentos é precisa e sua dança
hipnotiza o espectador com a sua sensibilidade. Tem
algumas particularidades em relação
às demais egípcias, mais clássica. |
Demais
países
Além
das Egípcias, destaco algumas bailarinas que estudei
e são de outras nacionalidades e aqui no Brasil também.
Gostei muito de conhecer e estudar com a canadense Hádia,
por possuir um estilo bem Egípcio, dotada de uma grande
capacidade técnica e percepção musical
e ótima professora.
Posso
citar ainda as americanas Sahra Saeeda e Tamalyn Dallal que
embora com estilos diferentes, aprendi muitas coisas que me
ajudaram na minha dança.
No
Brasil, tenho um carinho e admiração muito grande
pela bailarina Lulu Sabongi, que é minha professora
sempre que vou para São Paulo, ou em workshops que
ela ministra aqui em Porto Alegre. Também admiro Soraia
Zaied, que atualmente dança no Cairo, cuja dança
aprecio muito. |