A dança do ventre é uma arte que
de fato cria uma grande rede, cheia de pontes
pequenas interligando pessoas e lugares. Novas
amizades surgem do simples fato de terem a dança
do ventre como elo de ligação.
Há 3 anos, Lulu Sabongi escreveu
algo assim no prefácio do meu vídeo,
e esta descrição dos elos que se
formam através da dança do ventre,
coube no último show que tivemos em junho,
As origens da dança do ventre.
Me “apropriei” desta
frase da Lulu para descrever a ligação
que surgiu entre a bailarina convidada Vivi Bellydance
e eu nesta ocasião.
Através da reflexão
sobre os laços que unem as pessoas que
habitam esse universo da dança do ventre,
se percebe como é possível criar
pontes ligando pessoas e lugares, que sem a dança,
talvez nunca se encontrassem.
|
 |
Eu poderia listar um enorme número
de pessoas que talvez jamais conheceria sem a
dança do ventre, talvez muitas delas pessoas
que em alguns momentos fizeram a diferença
e mudaram a minha vida.
As próprias citadas, a minha querida Lulu
Sabongi e a mais recente amiga, Vivi, são
exemplos desta questão.
A rede tecida pela dança do ventre
é capaz de recolher, como numa farta pescaria,
centenas de “ sereias”, entre outros
serem desse universo, ligados pela magia da dança
do ventre.
Mas para se unir é preciso
estar aberto ao novo, a experimentar o desconhecido
e dar oportunidade para que novos laços
se formem.
Muitas vezes, ficamos tão
voltados ao nosso micro universo ( a redoma da
nossa Escola, por exemplo), que não nos
permitimos desfrutar das boas surpresas que a
vida nos reserva.
Sempre damos
preferência ao que já está
consagrado, pessoas que temos referência
segura, locais que seremos reconhecidos. E, muitas
vezes agimos assim por puro medo do desconhecido.
Na dança do ventre também
acontece a formação de getos. Muitas
bailarinas não se misturam, não
prestigiam o trabalho de outras escolas, não
vão a outros eventos que não os
seus ou os mais próximos... E muitas vezes
perdem a oportunidade de vivenciarem o novo, que
pode acrescentar muito.
Se cada uma de nós tecer a
nossa rede sem interligá-la a outras redes,
fazendo assim as pontes, não conquistaremos
maiores espaços. E a dança do ventre
para crescer, precisa muito de espaço e
de muitas pontes, em todos os níveis que
isso possa significar. |